Saltos, Quando o Dilema Ganha Asas e Cospe Fogo

O dilema é o elemento fundamental de toda narrativa, não existe necessidade de contar uma história onde nada acontece de significativo, o reporte de um fato não é uma narrativa, assim como nem todo desenho é uma obra de arte.

Mesmo uma narrativa descrevendo a vida de uma pessoa comum sob todos os aspectos ordinários pode apresentar um intenso debate, um dilema. Seja por conta da mediocridade humana frente um universo vasto e indiferente, como as frustrações de uma pessoa real em um mundo surrealmente ordinário (Vidas Secas, O Cortiço, O Ateneu).

Ter um dilema não significa que ele é imutável, dilemas dinâmicos são as cabeças das hidras dos mundos literários, podem estender uma narrativa até modelar os personagens para transmitirem um arco, um modelo de mundo, um desejo, uma utopia, um medo do autor. A arte de mudar o dilema exige paciência e esforço, pois se mal feito pode acabar com a narrativa.

Existem dois meios de salto, o “plot twist” (do inglês: torção no enredo), onde algo não é o que parece e aquele dilema que era de uma maneira se mostra completamente diferente. O segundo tipo de salto é o “flashback” (do inglês: “retorno instantâneo”) o que apresenta uma resignificação da narrativa ou do dilema com base de em um fato anterior aos acontecimentos da narrativa, que podem ser apresentados em queda (veja o conceito que apresento desse elemento das narrativas).

Exemplos interessantes de plot twist são: Darth Vader ser pai de Luke Skywalker em Star Wars.

 

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