Sobre

Desde criança desenhava o incompreensível e justificava para todos que eram apenas borrões e arte moderna. As sombras que vagavam silenciosas na penumbra da consciência logo começaram a se tornar ousadas. Sempre desenhei o chocante, o inusitado, disfarçado. Evitei, busquei o humor, busquei desculpas para não satisfazer a fome de desenhar o inescrupuloso, o maldito, então sucumbi.

Abandonei o frívolo. Passei a dar atenção ao grito desesperador que ecoa do vazio destino de toda jornada humana. Até que, surdo e cego em pensamentos de uma noite de tempestade, comecei a desenhar novamente.

Me disseram para fazer de meus monstros camisetas e deixar que os demônios que assombram minha mente vagassem pelo mundo sobre os corações dos vivos, assim nasceu o projeto Necropolis.